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Mercado

A história
e os números
de quem faz a diferença nas Refeições Coletivas.

Introdução

É de suma importância saber de onde viemos para que possamos entender com mais assertividade e contexto para onde iremos. Por conta disso, esse ano contamos com o depoimento de Rogério da Costa Vieira (Vice Presidente da ABERC) trazendo um detalhamento amplo desde os primeiros passos no país até suas conquistas e desafios contemporâneos.

Rogério Vieira

1º Vice-presidente da ABERC

Linha do Tempo

1969

Fundação da empresa RIGA, em Osasco, uma das pioneiras no atendimento terceirizado de refeições coletivas, inicialmente atendendo empresas como a ASEA Brown Boveri, marcando o início do crescimento das refeições coletivas no país.

Início dos anos 70

Primeira experiência relevante de terceirização industrial ocorre com a ASEA, em Osasco, deixando a autogestão e contratando os serviços da RIGA.

1976

Criação do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que incentivou as empresas a fornecerem refeições nutricionais aos colaboradores com benefícios fiscais, reduzindo a participação dos “marmiteiros” e ampliando significativamente o mercado.

1977

Chega ao Brasil a francesa G.R, especialista no fornecimento de alimentação para empresas trazendo consigo o conceito de refeição convênio – TICKET.

1981

Fundação da Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (ABERC), liderada inicialmente por Willian Meyer e Jean Pierre Anthérieu, instituindo o processo de organização e representação institucional dos players do setor.

1984

Criação do primeiro sindicato patronal específico para o setor, o SINDERC SP, destacando a importância econômica das empresas de refeições coletivas.

1985

Popularização das lanchonetes internas impulsionada pelos colaboradores com turnos noturnos, enfrentando desafios operacionais como a emissão de cupons fiscais.

1985

Mudança cultural com maior ênfase nos direitos do consumidor (Código de Defesa do Consumidor), impulsionando melhorias na qualidade e variedade das refeições.

A presença crescente das mulheres no mercado de trabalho aumentou a demanda por opções variadas e equilibradas.

1988

Fundação do primeiro sindicato dos trabalhadores do setor (SINDIREFEIÇÕES SP).

1988

Início da evolução tecnológica nas cozinhas de coletividades, com substituição de produtos in natura por itens pré-processados. Destaque para a Autolatina (Ford e Volkswagen), pioneira na implementação de equipamentos como fornos combinados.

1988

ABERC passa a apoiar a criação do sindicato dos nutricionistas, enfatizando o papel crucial desse profissional como intermediador entre empresas e clientes.

Início dos anos 90

Entrada dos grandes players internacionais (“big three”) no mercado brasileiro.

Surgimento de contratos em concessões para rodoviárias, portos e aeroportos.

Introdução do conceito de venda paralela (área de grelhados e massas vendidas separadamente), aumentando as opções oferecidas diretamente aos colaboradores.

1994

Elaboração do primeiro manual de boas práticas em parceria entre ABERC e o sindicato dos nutricionistas, influenciando a legislação sanitária nacional.

1998

Primeira terceirização pública relevante em Sorocaba, com participação da EMBRASA, Geraldo J. Coan e ERJ, marcando a expansão para segmentos públicos como escolas e hospitais.

Final dos anos 90

GRSA torna-se a primeira empresa a integrar serviços de Facility Management (FM), iniciando com a IBM, criando o modelo onde atividades não essenciais (non-core business) são absorvidas por empresas especializadas.

Início dos anos 2000

Aumento das expectativas por qualidade e variedade devido ao crescimento econômico, levando à ampliação das ofertas e opções, especialmente em saladas e buffets.

Incorporação de pesquisas de satisfação com multas e sanções contratuais atreladas aos índices obtidos, refletindo uma maior preocupação com a qualidade percebida pelos colaboradores.

2004

Realização do primeiro fórum sobre alimentação escolar, que transformou o conceito de “merenda escolar” em “refeição escolar”, enfatizando a importância nutricional.

2009

A Federação Nacional das Empresas de Refeições Coletivas foi homologada, conforme publicação no D.O.U. de 16/01/2009, após um processo de 5 anos. Diferente da ABERC, a FENERC visa realizar a representação da categoria em nível nacional, atuando mais diretamente em assuntos sindicais.

Ainda em 2009, a FENERC associa-se a outras federações para criar a CNTUR, obtendo o registro sindical em fevereiro de 2009.

2010

Popularização dos smartphones e digitalização das experiências dos usuários, com mais participação das áreas de facilities, suprimentos e compras nas decisões estratégicas sobre alimentação corporativa.

Aumenta-se o foco na saudabilidade e na personalização das ofertas para colaboradores.

2010

A partir da necessidade de melhoria na gestão, as empresas buscam soluções de TI, envolvendo as áreas de marketing, suprimentos, vendas, operações e RH.

2013

Seminário ABERC. Em Curitiba, foram realizados os primeiros seminários envolvendo os empresários do segmento no contexto de debater os principais desafios para o crescimento dos seus negócios.

Inicialmente organizado pelo SIERC/SC-RS e SERCOPAR/PR. Atualmente, este acontece sempre no último trimestre do ano em São Paulo.

2023

A ABERC patrocina o movimento de inclusão dos interesses deste segmento junto ao legislativo, aprovando o texto na lei da Reforma Tributária, gerando importante benefício para a atividade de refeições coletivas.

2024

O segmento marca importante presença junto à FISPAL, reunindo os empresários do segmento.

2025

Empresas fornecedoras do setor criam o evento "Experiência em Refeições Coletivas" em formato de roadshow, visitando diferentes players do setor por diversas regiões do país.

2026

Reposicionamento e rebranding da ABERC para se aproximar ainda mais de seus associados e ampliar o diálogo com novos públicos, novas pautas e novas oportunidades.

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Mercado Real

Refeições por dia

Evolução do volume de refeições servidas por dia (em milhões), 2017–2025.

A partir de 2022, estão incorporados os volumes decorrentes da alimentação escolar.

Ver dados — milhões de refeições/dia
Categoria 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Refeições Coletivas 12,00 13,00 14,20 12,52 14,00 35,50 37,10 39,32 40,50

Faturamento do setor

Faturamento aproximado (em bilhões de reais), 2017–2025.

Ver dados — bilhões de R$
Categoria 2017 2018 2019 2020 2021 2022 2023 2024 2025
Refeições Coletivas 18,20 19,30 20,60 19,68 21,10 30,50 32,03 38,43 41,10