Os últimos meses do ano representam um dos períodos de maior movimentação para o mercado de trabalho temporário no Brasil. Entre outubro e dezembro, o aumento do consumo, as festas de fim de ano, as férias e a maior demanda em diferentes setores fazem crescer a necessidade de profissionais para reforçar as equipes.
Os números mostram a dimensão desse movimento. Em 2025, o Brasil registrou mais de 2,5 milhões de contratos de trabalho temporário, segundo a Associação Brasileira do Trabalho Temporário (ASSERTTEM). Somente no último trimestre, foram 522 mil contratos, 5,1% acima dos 497 mil registrados no mesmo período de 2024.
A sazonalidade também aparece nas projeções. Para o quarto trimestre de 2025, a ASSERTTEM havia estimado aproximadamente 535 mil contratações temporárias, impulsionadas principalmente por indústria, serviços e comércio.
Refeições coletivas: um setor que precisa estar preparado
Dentro desse cenário, o segmento de refeições coletivas merece atenção especial.
É um mercado de grande escala e que depende diretamente de pessoas para manter a operação funcionando. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Refeições Coletivas (ABERC), o setor forneceu, em 2025, cerca de 40,5 milhões de refeições por dia, movimentou R$ 41,1 bilhões e gerou aproximadamente 290 mil empregos diretos.
São refeições produzidas e distribuídas diariamente em empresas, escolas, hospitais e outras instituições. Com uma operação dessa dimensão, períodos de maior demanda, férias, afastamentos e necessidades pontuais de substituição podem exigir reforço rápido das equipes.
É justamente nesse ponto que o trabalho temporário se torna uma alternativa importante para o setor.
Para as empresas: mais agilidade para acompanhar a demanda
A contratação temporária permite ampliar a equipe durante períodos específicos sem transformar imediatamente uma necessidade sazonal em uma estrutura permanente.
Para empresas de refeições coletivas, isso pode significar:
• reforçar equipes de cozinha, produção, distribuição e apoio;
• substituir profissionais afastados;
• acompanhar aumentos temporários de volume;
• manter a operação durante períodos de férias;
• reduzir o impacto da sazonalidade sobre as equipes permanentes;
• contar com profissionais selecionados e encaminhados de acordo com o perfil da operação.
A modalidade é regulamentada pela Lei nº 6.019/1974 e permite atender necessidades transitórias de substituição de pessoal permanente ou de demanda complementar de serviços.
Além de responder a uma necessidade imediata, o trabalho temporário também pode funcionar como uma oportunidade para identificar profissionais que tenham perfil para permanecer na empresa.
Em 2025, cerca de 500 mil trabalhadores temporários foram efetivados após suas experiências profissionais, segundo dados da ASSERTTEM.
Para os profissionais: uma oportunidade de entrar ou voltar ao mercado
Para quem está procurando emprego, o último trimestre também pode abrir portas.
O trabalho temporário permite adquirir experiência profissional, ampliar conhecimentos e conhecer diferentes ambientes de trabalho. Para quem está buscando recolocação ou procurando a primeira oportunidade, pode ser uma forma de voltar ao mercado formal e demonstrar, na prática, suas competências.
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