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Pesquisa mostra como eficiência, previsibilidade e controle vão guiar o setor em 2026

19 de dezembro de 2025 / Por ABERC

  • Mercado
  • Tecnologia

Pressionado por custos crescentes, mudanças no comportamento dos consumidores e efeitos diretos da reforma tributária, o setor de alimentação coletiva entra em 2026 diante do desafio de equilibrar margem e volume. É isso que mostra a 4ª edição do Galunion Insights, apresentado no 3º Seminário da ABERC pela CEO da Galunion, Simone Galante.

A apresentação destacou nove tendências que vão influenciar o mercado o ano que vem, incluindo os efeitos da reforma tributária, a pressão global nas cadeias de suprimentos, o alto endividamento das famílias, o impacto das apostas eletrônicas no orçamento do consumidor e o avanço dos medicamentos GLP-1, que alteram os hábitos alimentares. Além disso, soma-se a consolidação do trabalho híbrido, o aumento de consumo de marmitas e a disputa intensa do delivery.

“O mercado seguirá convivendo com o dilema entre margem e volume, agravado pela concorrência acirrada no delivery e pelos custos internos. Por isso, eficiência, previsibilidade e controle da cadeia de suprimentos tornam-se prioridades absolutas. As projeções indicam um crescimento real entre 0,8% e 3,6%, dependendo da capacidade das operações de equilibrar gestão, tecnologia e produtividade”, apontou.

O estudo também trouxe insights diretos do consumidor. De acordo com o levantamento, o que segue importando é a comida de qualidade, higiene e um preço acessível. Quando falam de hospitalidade, os clientes associam o conceito a gestos simples. Ademais, a relevância da marca aparece como diferencial, onde 95% dos consumidores afirmam gostar de ser reconhecidos, ponto essencial para as empresas que atuam com refeições corporativas.

Outro eixo importante da pesquisa foi o de tecnologia. Simone destacou que o movimento Tech+Touch deve ganhar ainda mais força, unindo ferramentas digitais ao atendimento humano para criar experiência mais consistentes. “A tecnologia, não vai substituir pessoas, e sim liberar tempo para que as equipes façam melhor aquilo que só o humano faz. Essa combinação aparece como ponto-chave para ampliar conexões, padronizar processos e melhorar desempenho operacional”, complementa.

Público atento acompanhando os dados da pesquisa apresentada pela Simone Galante.

A pesquisa também mostrou o radar de prioridade de investimento, com destaque para marketing, fidelização, qualidade, sustentabilidade na cozinha, entrega própria, suprimentos e sistema de gestão.

ABERC
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